segunda-feira, 8 de julho de 2013

Coluna SIMED/PB dia 07 de julho 2013

Dia nacional de mobilização mostra a força da categoria médica na defesa de uma saúde com qualidade A mobilização dos médicos brasileiros, convocados pela Federação Nacional dos Médicos (FENAM) em conjunto com Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB), mostrou a força da categoria contra a decisão do governo de importar médicos estrangeiros. O movimento teve grande adesão não só da classe, mas também da população que repudia essa idéia. Os estados se dividiram entre paralisações e manifestações durante toda esta última quarta-feira (03). Diversos estados Brasileiros foi palco da indignação em que se encontram a saúde e a medicina do Brasil. A exemplo da Paraíba que fez grande passeata, com concentração no CRM/PB onde médicos (as) e estudantes de medicina saíram em protesto pelas ruas do centro da cidade, mesmo com muita chuva. "Foi um dia histórico, é um momento comprovatório do nosso repúdio à intenção de Padilha trazer médicos de outros países. Ficou claro que não aceitaremos a entrada desses profissionais, principalmente sem a aplicação do Revalida e concurso público", ressaltou o presidente da FENAM, Geraldo Ferreira. Intitulado "Vem para a rua pela Saúde", o ato carregou as bandeiras da criação de carreira de estado, realização de concurso público com piso FENAM, regulamentação da medicina e melhor financiamento da saúde , 10% do PIB da arrecadação Federal destinada a saúde e contra as terceirizações nos hospitais públicos. As entidades médicas defendem que atendidas essa reivindicações, o problema da falta de profissionais no interior e regiões de difícil acesso será solucionado, e principalmente por médicos brasileiros. Há rumores que a presidência sancione uma medida provisória para a vinda dos médicos estrangeiros. Caso isso aconteça, a FENAM pretende decretar greve geral e entrar com ações judiciais em três eixos. O primeiro trata-se de lei que exige a revalidação de diplomas expedidos no exterior, o segundo diz respeito à lei que exige realização de concurso para funcionário público e o terceiro ponto aborda a necessidade da língua portuguesa na relação médico-paciente. Além disso, se comprovada a semelhança com trabalho escravo, serão feitas denúncias à Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Sindicatos dos Médicos do Estado da Paraíba, o Conselho Regional de Medicina e Associação Médica da Paraíba agradecem a todos que participaram desse movimento.

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