quarta-feira, 13 de abril de 2011

Comando de greve define atividades e aguarda retorno da administração municipal

Em reunião realizada ontem, dia 11, o comando de greve que representa os médicos vinculados à administração municipal na capital paraibana, avaliou positivamente a decisão da juíza Maria das Graças Guedes em considerar a greve legal. O SIMED/PB – Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba aguarda citação para prestar alguns esclarecimentos à magistrada.

Hoje pela manhã, dia 12, aconteceu uma mobilização em frente ao Instituto Cândida Vargas, que contou com a presença de todos os seus plantonistas, constatando-se a manutenção da atualização dos relatórios sobre as condições de trabalho dos médicos e de 50% do atendimento, que já vinha ocorrendo mesmo antes da decisão judicial.

De acordo com o calendário de mobilização estabelecido pelo comando de greve, haverá reunião nesta quarta-feira (13), às 9h, no Hospital Municipal Valentina e assembleia geral com os médicos da rede municipal na próxima quinta-feira (14), às 19h, na sede do CRM – Conselho Regional de Medicina. Nesta sexta-feira (15), o comando realizará reunião no Ortotrauma, em Mangabeira, e na segunda-feira (18), no CAIS – Centro de Assistência Integral à Saúde, em Jaguaribe.

Segundo informações do presidente do SIMED/PB, Tarcisio Campos, os médicos estão aguardando uma resposta à proposta enviada à secretária municipal de saúde, Roseana Meira, e ao prefeito Luciano Agra, solicitando a continuidade das negociações. O Sindicato está aguardando a entrega das escalas de serviços hospitalares e ambulatoriais já solicitadas através de ofício à Secretaria Municipal de Saúde para acompanhamento da manutenção de 50% dos serviços exigidos por lei e envio de dados à juíza Maria das Graças Guedes.

“Repudiamos as tentativas de imputar a politização do movimento por parte do poder público e entendemos isto como ato de desespero e falta de argumentos. Pedimos também a compreensão da população e aguardamos a audiência solicitada ao prefeito desde janeiro deste ano. A solução da greve depende apenas de sermos recebidos pelo prefeito e chegarmos a um acordo que atenda aos interesses das partes, principalmente aos da população”, esclareceu Tarcisio Campos.

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